
Arapuca
Hora de por a casa em ordem. È possível observar os buracos na barra do jeans que te emprestei para sair. Desde pequeno, muito pequenino, vejo meu pai com seus pássaros engaiolados e tristes, disse ele, que se os libertassem morreriam, pois estavam acostumados com o alimento fácil. Aqui, hoje nessa casa ruidosa de onde não consigo sair e bater minhas asas ouço o som que vem da cafeteira, parece mais seu ronco na madrugada, fui libertado mais estou sem rumo e vejo que fome quase não sinto, breve outro pássaro irá me substituir com um canto mais jovial. Pensando nisso, não dei um pio e voei com dor para as alturas onde os homens não hão de chegar, senti que o vento batia em minhas asas machucadas e passou a refrescar minhas feridas, de lá, vê o azul mais azul que a cor dos olhos meus e cego fiquei naquele momento. Um canto lamentoso ouvi ao longe e o desarmar de uma arapuca, me debati de um lado para outro ate me machucar. Cego já estava desde o começo e não sabia e talvez não tenha saído de lugar algum.

Que bonito!!! Mto profundo!! Vc tem mto odm pra escrever!!!!bjusss
ResponderExcluirA verdade e que não somos cegos... Sabemos, sempre sabemos...
ResponderExcluirBete Balanço